Pois então, o Minha Casa Container está tão chique que enviou um correspondente para cobrir o Salone Internazionale del Mobile di Milano 2014.
Ah! Como eu queria todo esse status e poder ter me enviado para essa feira. Quem sabe ano que vem ou nos próximos. Não custa sonhar. Por enquanto, eu aproveito um cunhado que manja tudo de design de produtos e está estudando na Itália para compartilhar com a gente o que ele achou dessa feira que é o norte da produção mobiliária do ano.
Chega, portanto, do meu blá blá blá e vamos ao que interessa.
Como muitos dos leitores do Minha Casa Container devem saber, aconteceu de 08 a 13 de abril, em Milão, o famoso Salone Internazionale del Mobile di Milano 2014, simplesmente a maior e mais importante feira do setor de móveis do mundo, que acontece anualmente desde 1961, local em que cerca de 2.500 empresas recheiam 230.000 mil metros quadrados de feira com as principais tendências em experimentações e novas tecnologias do setor moveleiro. Expõem, também, cerca de 700 jovens designers e estudantes no Salone Satellite.
Depois de lhes apresentar as devidas proporções, devo esclarecer dois pontos. Primeiro, quem vos escreve é o cunhado da nossa grande Michele. Sou estudante de design industrial e a pedido dela venho me aventurar um pouco em seu blog. Segundo, motrarei aqui como é viver o evento de design, para vocês já irem programando suas visitas no salão do próximo ano.
A feira fica aberta apenas ate às 18h30′ e abre para o publico geral tão somente nos seus últimos dois dias. Nos demais fica aberta apenas para “pessoas do setor”, ou seja, expositores, investidores, jornalistas etc. O ingresso custa 30€ (trinta euros), com redução para estudantes, que pagam 22€ (vinte e dois euros) e podem entrar em todos os dias da feira. A exposição é um pouco fora da cidade, mas existe metrô que leva ate o local, além de paradas de trens provisórias durante o evento.
O Salone é dividido em áreas temáticas especificas. São elas: móveis, decoração, iluminação, cozinha, banheiros, escritórios e jovens designers. Distribuídas em 24 pavilhõees de maneira meio bagunçada, mas a divisão é bastante útil e ajuda o visitante a dar foco no tema de seu interesse dentro de toda essa imensidão. Alias, a feira é realmente grande e é praticamente impossível passar por toda ela em apenas um dia.
Ao colocar em evidência as icônicas cadeiras de Hans J. Wegner (CH07 Shell Chair e CH28 Lounge Chair), com as estampas do estilista Paul Smith, A Carl Hansen & Son. evidencia as formas curvas e minimalista que se viu em toda a feira.
Os tons de cinza prevaleceram e esse cenário de cama baixa com armação de metal no entorno se repetiu no stand de diversas empresas.
A TONTON criou uma base de mesa modular que pode ser arranjada em diferentes disposições e tamanhos.
Ao caminhar pelos stands, as tendências do setor vão aparecendo. Nos móveis, o cinza predominou, combinado com diferentes cores em tons pastéis. Madeira crua e estruturas em tubos de metal também parecem estar em alta. A combinação de madeira sem acabamento com metal colorido apareceu aos montes. Quanto à forma, a maioria dos stands pareciam ter saído de um filme dos anos 1960. Os cantos arredondados estavam por todos os lados. Não sei quantas vezes passei por uma mesa com o formato da foto acima em diferentes showrooms.
A parte mais bacana é, sem dúvida, o Salone Satellite, onde jovens designers e estudantes abusam da criatividade em seus projetos, sem estarem atrelados às imposições das grandes empresas. É nesse salão que ficam os projetos mais inovadores e experimentais. Ocupa apenas um terço de um pavilhão, mas vale muito a pena conferir. As dezenas de posts sobre novidades vindas da feira provavelmente vêm dessa parte, ao contrário da grande mesmisse que são as outras partes do Salone del Mobile.
O que muita gente não sabe é que há também, por toda Milão, o evento Fuori Salone, o qual, junto com o Salone del Mobile, formam o Milano Design Week. Este sim é o verdadeiro evento de design, arte e arquitetura. Parada obrigatória para qualquer amante, estudante e profissional das áreas. O evento, oferece mais de 950 atrações simultâneas em diferentes regiões da cidade. Destaque para Tortona Around Design, Brera Design Destrict e Vetura Lambrate, que englobam a maioria deles.
Banco feito com pallet e com espaço que serve de revisteiro, da empresa 800×1200.
Nos três lugares haviam pessoas distribuindo jornais, com os eventos do lugar, na saída do metrô. Em Brera, grandes marcas de Móveis e Escritorios de Arquitetura ficam de portas abertas para todos entrarem, conhecerem novidades e participarem de experimentos em design. Em Tortona, uma infinadade de exposições de empresas, sejam de design ou não, acabam fazendo pequenas instalações de arte contemporânea em seus showrooms. Em Ventura, uma infinidade de designers e pequenos estúdios mostram suas experimentações numa especia de Salone Satellite na rua.
Em outras áreas da cidade, também participantes do evento, via-se uma grande profusão de arte contemporânea e pavilhões que se transformaram em feirinhas hipsters, também dando espaço para experimentos. Todos os eventos ajudam a viver uma semana em que se respira design e arte a todo o momento, dando vontade de chegar em casa e pegar lápis e papel para projetar, desenhar, colocar a massa no estilo do it your self e design, design, design…
Por Ricardo Schwinn Rodrigues.
PS: muito bom ver que até na Feira de Milão o pallet está em alta, assim como o estilo industrial, com muita estrutura metálica.







Olá, estava a procura de informações sobre a feira e acabei encontrado aqui no blog. Achei super legal! Parabéns pelo trabalho! Gostaria de aproveitar e tirar uma dúvida, o ingresso da feira foi comprado na hora ou antecipadamente pela internet (também estudo na europa) ? Agradeço desde já! 🙂
Oi, Viviane.
Meu cunhado comprou direto na bilheteria.
Ele disse que há vários caixas para isso e é rápido.