Quando você decide construir uma casa, pensa em pedir a opinião de seu filho de 8 anos sobre o arquiteto a ser contratado? Pois foi o que Connie DeWitt e Kam Kasravi fizeram quando resolveram contratar o arquiteto David Fenster, da Modulus. Claro que a criança não estava opinando por esse profissional por ser grande conhecedora de arquitetura, mas porque muito amiga do filho do arquiteto, situação que aproximou as famílias.
O local eleito para essa obra já é capaz, por si só, de deixar muito de boca aberta. Em se tratando de um refúgio de fim de semana, os 11 acres de floresta de sequóias nas Montanhas de Santa Cruz também foram por conta do filho. O pai queria que, assim como ele, o filho crescesse correndo pela floresta, aproveitando tudo que ela tem para lhe oferecer.
A escolha do container como material de construção deu-se, em parte, pela localização do terreno, perto da antiga South Pacific Coast Railroad Line. Como o container não deixa de ser um descendente dos trens (caixa de metal usada para transportes), seria essa uma forma de homenagear a região.
Outro fator determinante na escolha foi a dificuldade de acesso ao terreno. Para acessar a propriedade, os caminhões de entrega teriam que passar por estreitas e sinuosas estradas, e os módulos pré-fabricados que antes havia pensado eram grandes demais para isso. O container foi a opção mais adequada, já que o o metal já atraía o casal, especialmente em um ambiente arborizado.
Muito embora o arquiteto já tivesse experiências anteriores com pré-moldados, container foi seu primeiro projeto. E, para conhecer bem o ambiente e o funcionamento da iluminação natural, passou longas horas na propriedade e até nela acampou. Segundo ele, não é possível um arquiteto passar algumas horas em um local e entender como funciona suaa iluminação. Isso fez toda a diferença no projeto.
Começou escolhendo um local cuja paisagem exigisse intervenção mínima e permite o perfeito encaixe dos containers. Uma boa fundação eliminou a necessidade de estruturas pesadas e a madeira do entorno foi aproveitada para fazer as escadas da casa e o teto. Um arranjo simples de empilhamento dos containers eliminou a necessidade de aditivos estruturais caros, aproveitando a durabilidade e sustentação próprios do containers.
Para reduzir custos e enfatizar a beleza do material, o exterior foi deixado ao natural, enquanto as paredes interiores foram cobertas por placas de gesso. A estrutura de cerca de 112 metros quadrados usou 6 containers dispostos de modo que se formasse uma coluna vertebral no meio da casa, de vidro cheio, permitindo a entrada de luz.
O metal vazado no chão do segundo andar permite que a luz passe para o primeiro nível, diminuindo os gastos com iluminação artificial.
A cozinha não possui muitos metros quadrados, mas a forma como orientada faz com que pareça mais espaçosa. As portas de correr oferecem ampla iluminação e ocupam menos espaço.
O custo final da casa ficou em torno de U$ 2.300 (dois mil e trezentos dólares) por metro quadrado.
*Via Dwell.






Gostaria de saber um pouco mais sobre casas de conteiner, uma casa de 100m2, grata.
Olá, Viviane.
Já deu olhada nestes posts?
Podem te ajudar:
http://minhacasacontainer.com/2014/04/14/lista-de-empresas-que-vendemtransformam-containers-em-habitacoes/
http://minhacasacontainer.com/2014/01/27/algumas-questoes-sobre-o-uso-de-container-para-moradia/
Obrigada pela visita.
You’ve magnead a first class post