Catarina Põe à Mesa - Pinheiro e Serrano Fonseca Arquitetura
Acontece, de 01 de maio a 15 de junho de 2014, a Casa Cor Santa Catarina. Criada em 1987, trata-se de uma empresa integrante do Grupo Abril e tem seu evento franqueador na cidade de São Paulo, além de 24 franquias fora de lá, sendo 19 nacionais (Alagoas, Bahia, Brasília, Campinas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Interior de SP, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e cinco internacionais (Bolívia, Chile, Equador, Panamá e Peru).
Catarina Põe à Mesa - Pinheiro e Serrano Fonseca Arquitetura
Sempre que posso acompanho esse evento que traz o talento dos arquitetos locais e deixa a gente com vontade de jogar tudo que tem fora quando volta para casa. São tantos ambientes lindos, ideias interessantes, bom gosto, que não tem como sair de lá sem ter ao menos um ambiente como o queridinho, que repetiria integralmente em casa.
Catarina Põe à Mesa - Pinheiro e Serrano Fonseca Arquitetura
Este ano eu tinha particular interesse na Mostra: seja porque pela primeira vez fazia esse tour após a criação do Minha Casa Container - e ‘roubar’ inspirações era meu maior intuito -, seja porque eu e o marido vencemos o concurso Eduardo e Mônica, organizado pelo pessoal da D.Queiroz Arquitetura. Ir até um evento desses e perceber que o ambiente em questão tinha mais a ver com a gente do que esperávamos, foi melhor do que qualquer inspiração que de lá extraímos.
Catarina Põe à Mesa - Pinheiro e Serrano Fonseca Arquitetura
Dentre os ambientes que mais me agradaram está o Catarina Põe à Mesa, do escritório Pinheiro e Serrano Fonseca Arquitetura. Além da mistura de materiais, que tanto me agrada, havia grafite compartilhando espaço com obras de arte ‘convencionais’ e peças antigas ao lado de peças modernas, mostrando que esse aparente choque de estilos funciona muito bem. O relógio de parede da vovó - minha mãe tem um que foi de minha bisavó e eu o namoro há anos - e o banco com ferro e pedras (típicos de contenções) harmonizavam sem o menor problema. A mesma malha de ferro foi usada no teto do ambiente e eu simplesmente pirei, ficando triste ao ver que algumas pessoas não entenderam o conceito que cada ambiente traz. Teceram comentários como “com tanto requinte no lugar, não tiveram dinheiro para terminar o teto?”.
Catarina Põe à Mesa - Pinheiro e Serrano Fonseca Arquitetura
Catarina Põe à Mesa - Pinheiro e Serrano Fonseca Arquitetura
Bem, eu acho que um lustre de cristais fica lindo nesse aramado do teto e entendo que muitas vezes o ambiente traz um conceito, não necessariamente algo para ser inteiramente repetido em casa, sem nenhuma adaptação. Se bem que, no caso, era capaz de copiar assim mesmo, sem tirar nem por.
Escritório da Editora - Anelise Medeiros
Escritório da Editora - Anelise Medeiros
Estar… Entre Amigos - Beto Gebara e Marília Filártiga (Foto Divulgação)
Estar… Entre Amigos - Beto Gebara e Marília Filártiga (Foto Divulgação)
Estar… Entre Amigos - Beto Gebara e Marília Filártiga (Foto Divulgação)
Outros três ambientes entre nossos queridinhos foram o Spazio Gourmet, da Estela Cislaghi, a Sala Íntima - Recanto da Serra, da Cristiane Passing, e o Studio Floripa, da Vera Theodorico Arquitetura & Interiores (sem fotos e abaixo explico o porquê). O primeiro possuía eletrodomésticos lindos da Viking Range. São objetos robustos e, segundo a arquiteta, super duráveis, coisa difícil de se ver hoje em dia com a obsolescência programada. Já o segundo contava com uma cama em balanço, pendurada no teto por cabos de aço, que tornava quase impossível segurar a vontade de deitar, além de muita madeira, dando o aconchego que a Serra costuma nos proporcionar. O último, pensando para ser uma espécie de loft de um casal que vem de São Paulo para Florianópolis, sem filhos, inspirado nos próprios anseios da arquiteta quando fez ela mesma essa mudança de cidades.
Concept Baby - Espaço do Traço Arquitetura
Foi então que, ao sair do queridíssimo dos queridinhos, deparei com uma fofura sem limites que me fez querer ter um filho naquele exato instante: o Concept Baby, do Espaço do Traço Arquitetura. Pense em um quarto infantil com cores inusuais, um espaço dedicado às brincadeiras, muita tinta de quadro-negro e uma decoração que eu com certeza faria para meu filho.
Concept Baby - Espaço do Traço Arquitetura
Concept Baby - Espaço do Traço Arquitetura
O uso da tinta quadro-negro não tornou o ambiente pesado e nem tirou o ar lúdico do ambiente, já que as áreas de descanso, amamentação e banho receberam tons mais suaves. E o que são aquelas luminárias de nuvens e o tapete de amarelinha?
Concept Baby - Espaço do Traço Arquitetura
Concept Baby - Espaço do Traço Arquitetura
Concept Baby - Espaço do Traço Arquitetura
Concept Baby - Espaço do Traço Arquitetura
Uma delícia foi entrar no espaço Studio Garopaba, da arquiteta Waleska Burlacenko, e dar de cara com pneus reutilizados envoltos em corda e usados como pufe. Sim, não é por estarmos na Casa Cor que produtos sustentáveis precisam ser ignorados, até porque chique é se preocupar com os resíduos produzidos e a energia gasta em cada material constante em um ambiente.
Studio Garopaba - Waleska Burlacenko
Studio Garopaba - Waleska Burlacenko
Studio Garopaba - Waleska Burlacenko
Assim não bastasse, muito bambu, imitação de madeira e, o meu preferido, um pendente feito pelas índias de uma aldeia no Morro dos Cavalos (BR-101 Sul, passando Florianópolis).
Studio Garopaba - Waleska Burlacenko
Studio Garopaba - Waleska Burlacenko
Studio Garopaba - Waleska Burlacenko
O quarto é dedicado ao cantor Armandinho, por isso o clima surf.
Studio Garopaba - Waleska Burlacenko
Studio Garopaba - Waleska Burlacenko
Studio Garopaba - Waleska Burlacenko
Claro que não poderia deixar de fora o ambiente Nova Bossa, da Juliana Pippi. Além de sempre muito elegante e de extremo bom gosto seu trabalho, conta mais uma vez com objetos do Jader Almeida, que eu simplesmente AMO.
Nova Bossa - Juliana Pippi
Estive apenas na mostra que ocorre em Florianópolis, mas em paralelo há também mais de 20 ambientes na Praia Brava, em Itajaí/SC. Comprando o ingresso para qualquer um desses evento é possível utilizá-lo também no outro. Por isso, não jogue fora o ticket de entrada.
Mas nem tudo são flores, não é? Apesar de os ambientes estarem todos lindos - e eu ter destacado apenas alguns aqui não significa que os demais não gozem desse mesmo adjetivo -, a organização da Casa Cor - que nada tem a ver com os arquitetos que dela participam, que fique bem claro -, pecou em alguns pontos que eu considero importantes, tanto que dificultaram a elaboração deste post.
O primeiro é a proibição de fotografias. Mal cheguei no local e já fui impedida de tirar minha DSRL da bolsa. Ordens superiores. O fundamento estaria no risco de “os ambientes serem copiados”, o que é maior balela e não impede que as pessoas, apenas vendo o local, o façam de qualquer forma.
Por sorte alguns ambientes - os das fotos acima - ignoraram a regra e permitiram que eu fotografasse, o que não foi a mesma coisa com o celular (qualidade muito inferior).
Se há o medo de haver muitas publicações na internet e as pessoas desistirem de visitar a exposição, mais um equívoco, pois quem realmente se interesse pelo tema não deixará de prestigiar o evento pessoalmente porque viu uma ou outra foto. Aliás, pelo contrário, já que as imagens se tornam uma publicidade, atraindo ainda mais gente.
Se o intuito era, contudo, garantir que as pessoas comprassem a revista - que eu, aliás, comprei assim que cheguei -, mais uma vez se equivocaram, pois nesta há matérias, conteúdos e lista de fornecedores que o uso de uma máquina pelos visitantes não faria com que deixassem de se interessar pelo produto.
Ligada a essa questão, da revista, está o segundo ponto que me desagradou e talvez ainda pior do que a proibição de fotografar - o que, aliás, é permitido na Casa Cor São Paulo, mas desconheço como é nas demais cidades; ou seja, não se trata de um padrão do evento -: a lista de fornecedores na revista é composta apenas daqueles que pagaram para ali estarem.
Não estou aqui negando o caráter mercadológico do evento e que ninguém está fazendo trabalho beneficente. Mas, por favor, se eu compro a revista da exposição, o mínimo que espero é que os fornecedores dos itens de cada ambiente estejam lá listados. TODOS. Além do conteúdo comum da revista, sempre a compro porque é uma forma de saber qual a empresa responsável por cada objeto que lá me agradou. Comprá-la e ainda precisar ficar perguntando em cada ambiente se esse ou aquele objeto está na lista de fornecedores constante na revista é cansativo e deveria ser desnecessário.
Ademais, se o arquiteto fez uma parceria com aquele fornecedor, mas ele, por alguma razão, não pode ou não quis pagar para constar na revista, chega a ser uma falta de respeito ignorá-lo por esse único motivo. Nem estou falando em página inteira de publicidade, mas sim o mero nome da empresa, como ocorreu com todas as que pagaram. Como a Casa Cor espera que, por exemplo, as índias dos pendentes no Studio Garopaba, que fazem um trabalho de formiguinha com seus artesanatos, tenham grana para constar na revista, como se seus poderios pudessem competir com empresas do porte de uma Tok Stok, Deca, Tintas Renner etc?
Desculpem-me, mas eu considero um desrespeito não apenas a esses fornecedores - muitas vezes pequenos e sem condições de bancar o custo da publicidade na revista, mas que fecharam parceria com os arquitetos por os considerar com qualidade suficiente para estarem ali expostos -, como também aos visitantes da exposição. Carregar um caderninho e anotar cada item não devia ser uma exigência para a visita ao evento.
Pior, já que ouvi, por acaso, que a recomendação dos organizadores da mostra é no sentido de que sequer o cartão desses fornecedores seja entregue aos visitantes ou deixado a disposição, ainda quando requeridos. Atitude desnecessária e desleal, que faz com que o evento perca um pouco de sua graça.
Por sorte os ambientes estava informando quais eram esses fornecedores, quando por mim inquiridos. Atitude ainda mais louvável é a da D.Queiroz Arquitetura, por exemplo, que criou um aplicativo (para Android e IOS) com fotos de todo o seu ambiente na Casa Cor e listou todos os fornecedores, constantes ou não na revista.
Ignorados esses pontos, a Casa Cor Santa Catarina 2014 está linda e merece uma visita, aos amantes ou não da decoração. Há ambientes para todos os gostos e inspirações que não acabam mais.
Parabéns aos participantes.
Casa Cor Santa Catarina Período: 01 de maio a 15 de junho Special Sale: 13 a 15 de junho Local: Florianópolis - Simphonia WOA Beiramar Av. Beira-Mar Norte, 3.974 Praia Brava-Itajaí – Condomínio Riviera Business - Mall Rodovia Osvaldo Reis, 3.281 Horário:Terça a Quinta-feira e Domingo das 15h às 21h30
Sexta-feira, Sábado e Feriado das 15h às 22h30 Ingressos: Inteira - R$ 28,00
Meia - R$ 14,00
Passaporte - R$ 56,00 Obs.: Os ingressos de visitação única dão direito a uma entrada em cada sede do evento. Informações: www.casacorsc.com.br | facebook.com/casacorsc | twitter.com/casacorsc | instagram.com/casacorsantacatarina




Mi,
Posso te chamar assim, né, ‘Mi’?
Amei teus comentários. Compartilho da mesma opinião. Curto muito visitar as exposições, incluindo artes em geral. O nosso cantinho adquire o status de lar quando pode contar um pouco da nossa história por si só. Bora fazer nossa moqueca.
Estão convidadíssimos!
Beijos
Marina
hahaha.
Pode não, deve.
Brigadão pelos elogios, querida.
Com certeza não recusarei o convite.
Beijos