Tomei a liberdade de dedicar este post ao querido casal Matheus e Priscila porque, além de serem pessoas empolgadas com a arquitetura verde, com projetos sustentáveis, com reutilização de materiais, estão com mudança agendada para a Nova Zelândia em 2015. Casal novinho, na casa dos vinte e poucos anos, e sem medo de jogar “quase tudo” para cima e ir se aventurar em outro país, em outro continente. Talvez esse ímpeto esteja diretamente relacionado à empolgação no início ressaltada. Projetos assim não são para qualquer um. E, quem sabe, um dia eu venha a postar aqui o projeto da casa deles, não é?
Mas vamos ao que interessa: essa casa container na Nova Zelândia, com arquitetura relativamente simples, mas bastante peculiar na aparência. Além, claro, da querida decoração industrial em seu interior, para fechar o projeto com chave de ouro. Essa casa incrível fica em Wellington e foi construída por Ross Stevens, um professor de Desenho Industrial da Universidade de Victoria. O projeto aproveita a capacidade intrínseca dos containers de serem empilhados, o que, em qualquer outro método de construção teria sido bem mais caro, senão totalmente impossível. É composta de materiais reciclados em sua maioria e tem uma forma maravilhosa de fundir seu interior industrial com o meio ambiente que a cerca por meio de varandas e terraços.
Nela foram usados 3 containers de 40 pés refrigerados (reefer). Seus empilhamentos ocorreram sobre uma garagem com estrutura de aço. Projetado para seu uso pessoal, Stevens pretendia usar a casa durante a semana, enquanto dá aulas no local como professor de desenho industrial. Tentou construir com componentes que estavam disponíveis na região, independente do uso a que se destinam ou suas aparências.
A escolha de materiais reciclados não poderia ser mais perfeita para o local em que localizada a casa: uma área suburbana perto de um depósito de lixo local. Era um buraco abandonado e no qual cabiam perfeitamemente os containers. A construção aproveitou o penhasco em seu entorno o combinando com o interior da casa e amplia seu espaço. Os espaços internos são divididos em garagem no térreo, entrada, cozinha, sala de estar e social no primeiro nível, estufa, dois quartos e banheiro no segundo andar e um grande quarto/espaço de estar com varanda no terceiro nível. O terceiro andar também possui aberturas da estrutura para a frente da casa.
Outros componentes foram incorporados ao projeto, como torres guindastes, escada de fogo e resíduos de aço industrial.
Os pontos positivos do projeto incluem a reutilização de componentes existentes no local e o design único. Já as deficiências do projeto estão na especificidade do local, resultando na inflexibilidade do projeto ser adaptado às configurações de locais alternativos.
*Via Inhabitat. Fotos Petraalsbach.




